Lore:Dunmer

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Ilustração de um típico homem Dunmer.

Os Dunmer, também conhecidos como Elfos Negros, são os elfos de pele cinza, com olhos tipicamente vermelhos, que habitam Brisavinda.[1][nb 1] “Negro” é comumente entendido como “de pele escura”, “sombrio”, “desfavorecido pelo destino” e assim por diante. Os Dunmer e sua identidade nacional, entretanto, abraçam estas diversas conotações com entusiasmo. No Império, “Elfo Negro” é o uso comum, porém entre seus irmãos Aldmeri, são chamados de Dunmer.[1] Sua combinação de poderosa inteligência e físicos ágeis e fortes produzem guerreiros e feiticeiros superiores.[2] No campo de batalha, os Dunmer se destacam por sua habilidade em balancear seu bom uso com espadas, arcos e magias de destruição. Os Dunmer vivem de duas a três vezes vidas humanas; um Dunmer de 200 anos é velho, e um de 300 anos é muito, muito velho.[3] Em caráter, são sombrios, distantes e reservados, assim como desconfiados e desdenhosos de outras raças.[1]

Dunmer são desconfiados e tratados com desconfiança por outras raças.[4] São frequentemente vistos como orgulhosos, fiéis ao clã e cruéis do ponto de vista estrangeiro, mas valorizam enormemente lealdade e família.[4] Jovens mulheres Dunmer têm reputações promíscuas em alguns círculos.[5] Apesar de suas poderosas habilidades e pontos fortes, a natureza vingativa dos Dunmer, seus antigos conflitos, traições e reputações manchadas os impedem de ganhar mais influência. Os nascidos na terra natal de Brisavinda antes da devastação são conhecidos por serem bem menos amigáveis se comparados aos nascidos sob a tradição Imperial.[6]

História

Os Dunmer nasceram das cinzas da Batalha da Montanha Vermelha.[1] O infame confronto acontecido cerca de 1E 700 levou a morte de um antigo e respeitado líder de guerra conhecido como Lorde Indoril Nerevar, a destruição de um clã Chimer, o desaparecimento de uma raça inteira até então presente em Nirn e a ascensão à divindade de quatro conselheiros e amigos próximos de Nerevar, culminando em uma maldição de um Príncipe Daedrico que transformou os Dunmer em sua atual aparência.[7][8][9][10] Anteriormente, eles eram os Chimer, uma raça de elfos com tons de pele em ouro pálido que seguiram o profeta Veloth para Resdayn (atual Brisavinda) buscando liberdade religiosa.[1][11][12] Porém, o Daedra Azura (a Deusa da Aurora e do Crepúsculo e padroeira de Nerevar) se irritou e amaldiçoou os Chimer, deixando seus olhos vermelhos e sua pele cinza.[9][8] Os conselheiros de Nerevar, seu general Vivec, o feiticeiro Sotha Sil e sua esposa Almalexia quebraram o juramento que haviam feita a Nerevar e Azura ao roubar poderes divinos para si.[8] Quando este Tribunal de novos deuses vivos mostrou-se não ter remorso a Azura, ela lançou a maldição sobre eles e todos os Chimer, amarrando assim o destino dos Dunmer e do Tribunal até o fim dos tempos.[8]

Os Dunmer vieram então a adorá-los e segui-los em seus ensinamentos, com notáveis depreciadores.[7][13] Por milhares de anos, eles usaram de seus poderes e lideranças para proteger os Dunmer de invasões estrangeiras e, posteriormente, de Dagoth Ur, seu remoto arqui-inimigo e a encarnação do demônio para os Dunmer (já que ele, também, havia roubado poder divino).[8] Depois de seu despertar em 2E 882, o Tribunal teve de dar toda a sua atenção a ele, permitindo que o Tratado do Armistício com o Terceiro Império de Tiber Septim fizesse Brisavinda uma província autônoma (e pode ter sido influenciado pela consciência do Tribunal acerca da ascensão de Tiber Septim como divindade e a comparação à fraqueza das forças Dunmer).[7][2][11][14] Próximo ao fim da Terceira Era, seus poderes fraquejaram sob a presença de Nerevarine, a reencarnação de Nerevar cuja Azura havia profetizado para corrigir os erros do passado.[7] O Nerevarine, um estrangeiro a Brisavinda, e suposto agente dos Blades do o Imperador Uriel Septim VII, cortou a fonte do poder divino do Tribunal pela raiz: o Coração de Lorkhan.[15] O Coração foi descoberto na Primeira Era pelos Dwemer e seus planos de explorarem o que causou a Batalha da Montanha Vermelha em primeiro lugar.[8] O Nerevarine libertou o Coração; Dagoth Ur, Sotha Sil e Almalexia foram mortos logo depois.[7] Vivec desapareceu sob rumores de ter sido raptado pelos Daedra.[7]

Arquitetura Telvanni

O Nerevarine evitou tomar poder em Brisavinda e alegadamente partiu para Akavir, deixando os Dunmer em suas próprias mãos para decidirem seu futuro.[16] Infelizmente, o futuro se provou sombrio. Nos primeiros anos da Quarta Era, com Vivec não mais segurando Baar Dau em seu lugar, a rocha começou a cair em direção a cidade de Vivec novamente. Um Ingenium foi criado para segurar a lua em seu lugar, porém, era abastecido por almas. Como consequência, um Dunmer chamado Sul destruiu o Ingenium numa tentativa de salvar sua amada.[6] A lua, então, atingiu a Cidade de Vivec com toda a força de sua queda original, resultando em uma série de desastres naturais que devastaram Vvanderfell e a província como um todo no que hoje é chamado de Ano Vermelho.[6] Em consequência, os exércitos de Argonianos de Pântano Negro conquistaram as terras.[6][17] Os Dunmer remanescentes fugiram para todos os cantos de Tamriel, em especial Skyrim e a pequena ilha de Solstheim a noroeste de Vvanderfell.[6] A Casa Redoran criou um exército quando o Império retornou suas forças a Cyrodill para lidar com a Crise do Oblivion. O exército conseguiu repelir as invasões Argonianas, salvando os Dunmer de um destino ainda pior.[18]

Arquitetura

Os Dunmer são conhecidos por uma das mais exóticas arquiteturas de Tamriel. Os Telvanni moram em cogumelos gigantes, usando magia para crescer suas casas.[19] Os Redoran, Indoril, Dres e Hlaalu usam métodos mais convencionais de construção, diferindo minuciosamente em seus estilos. A torre Redoran de Ald'ruhn em Vvanderfell foi famosa por ter sido construída em volta da carcaça de um Caranguejo Imperador morto há vários anos.[19] Oposto aos seus fraternos nômades, os Grisermantes vivem em acampamentos migrantes com grandes tendas por Vvanderfell. Todas as construções Dunmer tem de ser bem equipadas para lidar com o clima particular da região, que varia enormemente ao longo da província.

Rascunho de um guarda Indoril.

Sociedade

Os Dunmer são definidos pelo seu ambiente. A Montanha Vermelha é tão grande no seu pensamento coletivo quanto no horizonte.[7] Suas cinzas e lava esculpem as atitudes dos residentes de Vvardenfell.[1] Não é preciso viajar muito longe das cidades para encontrar uma Foyada gigante cortando a terra como uma cicatriz. Os Dunmer nativos tendem a olhar os "estrangeiros” com desdém, incluindo tanto as outras raças quanto os Dunmer nascidos fora de Brisavinda, embora a intensidade deste etnocentrismo varia.[11] Durante milhares de anos sob a liderança do Tribunal, a sociedade Dunmer foi estruturada como a sociedade Chimer: Grandes Casas governadas por Conselhos Governantes competindo uns contra os outros por poder e território, enquanto grupos nômades evitavam a relativa modernidade em troca das antigas práticas tribais.[7][11][19] As Casas tendem a subir e cair; muitas deixaram de existir através dos anos ou cresceram para desafiar outras.[1][19][20] No final da Terceira Era, as cinco casas mais importantes eram Hlaalu, Redoran, Telvanni, Dres e Indoril, embora não se saiba o quão bem persistiu cada uma através dos cataclismos que se seguiram após o fim do Tribunal.[7][19] Historicamente, a Casa Indoril era tão fortemente envolvida com o próprio Templo que era difícil distingui-los. No Grisermo, as tribos nativas governavam sem leis ou governo e viviam estritamente por códigos, rituais e tradições antigas tipicamente ditadas por uma sábia mulher ou vidente e implementadas por um líder de clãs. Eles viveram nos desertos e planícies dos Grisermos e das Pastagens.

O status quo “pacífico” dos Dunmer ainda é bastante selvagem, mesmo quando liderados por deuses vivos.[1][7] Maquinações políticas são constantes.[11] Assassinatos são comuns; há inclusive uma guilda legalizada para prover tais serviços.[1][2] Uma incrível quantidade de atividades no mercado negro por toda a extensa costa de Brisavinda. Dissidentes ao Templo e outros subversivos, durante os anos foram perseguidos e executados.[21][22] Escravidão costuma ser comum.[1] Khajiit ou Argonianos comumente serviam como escravos e eram traficados, apesar de muitos humanos e elfos também terem sido escravizados.[1] Goblins eram frequentemente vistos como um “recurso” escravo.[23] O Terceiro Império de Tiber Septim baniu a escravidão, porém os Dunmer foram permitidos manter suas próprias e sagradas leis tradicionais ao adentrarem o Império. Ao fim da Terceira Era, Rei Helseth aboliu oficialmente a escravidão.[7] Necromancia é praticada abertamente por alguns, apesar de nunca serem utilizados corpos de Dunmer.[4]

As Grandes Casas geralmente seguem o Templo do Tribunal, que prega a fé ao Tribunal, o respeito pelos "Bons Daedra" que reconhecem o Tribunal e a veneração dos ancestrais[4]. Havia alguma praticidade para isso: os restos ancestrais são usados para poder fortificar a cercas fantasma para afastar os espíritos, especialmente o criado pelo Tribunal para cercar a Montanha Vermelha por centenas de anos e manter Dagoth Ur e seus servos enclausurados.[1][4][11] Historicamente, os Dunmer resistiram a adorar a Aedra dos Nove Divinos, e é provável que muitos Dunmer se interessem em se juntar a algo semelhante às tradições dos ancestrais e da adoração de Daedra que os Grisermantes mantiveram vivas.[24][25]

Notas

Galeria

Aparências

Veja Também

Livros

Referências

  1. ^ a b c d e f g h i j k l [[Lore:Guia de Bolso do Império, 1º Edição/Morrowind|]]
  2. ^ a b c [[Lore:Em Brisavinda|]]
  3. ^ Ask Us Anything Variety Pack 4
  4. ^ a b c d e Ancestrais e os Dunmer
  5. ^ [[Lore:A Verdadeira Barenziah, Parte IV|]]
  6. ^ a b c d e [[Lore:A Cidade Infernal|]]
  7. ^ a b c d e f g h i j k [[Lore:Guia de Bolso do Império, 3º Edição/Brisavinda|]]
  8. ^ a b c d e f The Battle of Red Mountain, and the Rise and Fall of the TribunalVivec
  9. ^ a b [[Lore:Nerevar na Montanha Vermelha|]]
  10. ^ [[Lore:O Verdadeiro Nerevar|]]
  11. ^ a b c d e f [[Lore:Uma Curta História de Brisavinda|]]
  12. ^ [[Lore:Vidas dos Santos|]]
  13. ^ Vivec e Mephala
  14. ^ [[Lore:Plano para Derrotar Dagoth Ur|]]
  15. ^ Eventos de Morrowind.
  16. ^ Rumores ouvidos durante a Crise do Oblivion.
  17. ^ [[Lore:Diário de Lymdrenn Tenvanni|]]
  18. ^ Diálogo de Adril Arano em Dragonborn.
  19. ^ a b c d e [[Lore:Grandes Casas de Brisavinda|]]
  20. ^ [[Lore:A Batalha de Molag Beran|]]
  21. ^ [[Lore:A Casa dos Problemas|]]
  22. ^ [[Lore:Progresso da Verdade|]]
  23. ^ Diálogo de Aldryn Dres em ESO
  24. ^ [[Lore:As Antecipações|]]
  25. ^ Conversa de Vivec com o Nerevarine depois da derrota de Dagoth Ur.