Lore:Argoniano

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Ilustração de um típico homem Argoniano

Argonianos (em sua língua nativa de Jel eles são chamados de Saxhleel, ou Povo da Raiz) são os nativos reptilianos de Pântano Negro, um vasto pantanal no sudeste de Tamriel. As outras raças preferem chamá-los de “lagartos” ou “Povo Lagarto”, especialmente quando querem ser desdenhosos. Eles são conhecidos como os principais especialistas em guerrilha por todo Coração Estrelado, uma reputação dada por defenderem suas fronteiras de inimigos durante incontáveis séculos. Argonianos tem uma expectativa de vida similar a dos humanos. [1] De acordo com o estudioso da Primeira Era Brendan, o Persistente: “os Argonianos, ao longo da história Tamriélica, talvez tenham sido os mais incompreendidos, difamados e injuriados de todas as raças sencientes. Porém, aqueles que tiveram um tempo para experimentar a cultura Argoniana obtiveram uma maior apreciação por esse nobre e lindo povo”. Entretanto, deve notar-se que ele desapareceu na sua expedição final nos pântanos profundos da terra natal deles.[2][3]

História

Origem

Quando e como os Argonianos surgiram exatamente é desconhecido, mas eles já viviam em comunidades tribais pré-letradas por volta do tempo em que os Aldmer começaram a explorar Tamriel.[4][2][5] Os antigos Argonianos foram rapidamente deslocados pelo tecnológico e magicamente avançado Povo Ancião, e foram levados de volta aos pântanos de sua terra. Pântano Negro naqueles tempos era habitado por um monte de raças, das diversas tribos Kothringi aos Velothi Cantemíricos (e muito depois, os Ayleids Barsaêbicos) e os Lilmothiit, que viam o Povo Lagarto de uma forma quase mítica. Para alguns eles eram raridades ambulantes, para outros eram heróis que nobremente salvaram os habitantes não-reptilianos dos horrores do pântano, e para outros ainda eles eram selvagens aterrorizantes.[5]

Primeira Era

Argonianos apenas ocasionalmente deixavam sua terra durante os primeiros anos da Primeira Era, embora há relatos de certos indivíduos da raça terem sido encontrados em outras partes de Tamriel durante esse período.[2] De acordo com um fantasma Saxhleel encontrado nas Cataratas de Pedra em 2E 582, os antigos Chimer utilizavam o Povo Lagarto como escravos séculos antes dos Dunmer, seus descendentes, fazerem o mesmo.[6] Quando e porque a prática dos Chimer terminou é desconhecido, mas os Elfos Negros e até os próprios Saxhleel parecem ter esquecido que ela aconteceu.

O desprezo das raças por forasteiros originou-se nos últimos anos do Império Alessiano, quando piratas e outros criminosos frequentemente exploraram a área traiçoeira de Pântano Negro para evitar a Lei Imperial. Toda a costa oriental da Baía Topal era infame pela pirataria e em 1E 1033, Imperatriz Hestra ordenou que a cabeça de Bramman “Vermelho” (o mais notório destes criminosos) fosse trazida até ela para dar fim às atividades criminosas.[2] A Marinha Imperial foi forçada a entrar em Argonia pela baía e viajar mais profundamente nos pântanos do que qualquer um tinha antes para finalmente decapitar o ruivo rei pirata em seu reino, perto da moderna cidade de Rosa Negra.[3] A pilhagem e escravidão que Bramman introduziu ao Pântano deixou os Argonianos ressentidos com as raças do homem, e sua resistência com o uso contínuo de antigas rotas piratas levou à redução da exploração, enquanto a influência do Primeiro Império diminuía.[2][3]

Apesar da angústia, os Argonianos ainda se aliavam e ajudavam o Império quando a terrível Praga Thrassiana assolou Tamriel em 1E 2200, a primeira data registrável depois da Ruptura Dracônica Marukhati.[citação necessária] Piratas Argonianos jutaram-se com corsários Rubraguardas, galés Colovianas, navios de guerra Bretão e até veleiros Aldmeri na Marinha de Todas as Bandeiras – a maior força naval aliada na história de Tamriel – para obter vingança contra os Sload, uma espécie odiada por todas as raças de Tamriel. Os Tamriélicos sucederam em sua missão, afundando Thras nas profundezas do Mar de Pérolas (embora fosse ressurgir de novo), mas uma grande quantidade de seus navios foram puxados para Ancoradouro Frio por um vórtice mágico.[7][6]

Embora os Saxhleel nunca tenham sido conquistados pelo Império Alessiano, os Imperadores da Dinastia Reman teve grande interesse em incorporar a província durante seu reinado. Em 1E 2811, o último exército do Povo Lagarto foi derrotado pelos exércitos de Cyrodiil, mas o Pântano Negro continuava em grande parte fora do controle Imperial.[2] Quando Reman II ascendeu ao Trono de Rubi, os terrotórios não conquistados de Morrowind e Pântano Negro o preocupavam.[8] Ele precipitadamente decidiu conquistar Argonia no ano de 2830, e quase perdeu tantos homens para os pântanos quanto os que perdeu para os Argonianos que resistiam. Ele eventualmente conseguiu controle das áreas norte e leste do território, e as declarou como a Província Imperial de Pântano Negro em 1E 2837.[8][9] A terra dos Argonianos se tornaria um tipo de estado de prisão (especificamente a cidade de Rosa Negra), um lugar onde criminosos que não podiam ser confinados em masmorras convencionais eram realocados.[9][10]

Após o assassinato de Reman III e seu único herdeiro Juilek, o Potentado Akaviri declarou o começo da Segunda Era. Os Argonianos viram a oportunidade e deixaram a decadente Dinastia Reman, tornando-se um território autogovernado novamente.[11]

Segunda Era

Infelizmente, após os Argonianos deixarem o Império, os Dunmmer de Morrowind passaram a olhar para o sul e viram uma terra pantanosa madura com escravos em potencial. Tribos inteiras foram levadas acorrentadas para as Cataratas de Pedra, Vvardenfell, e Deshaan.[10][2] A Grande Casa Dunmeri Dres foi fundada durante esse tempo quando seu progenitor Thalthil Dres conduziu uma incursão em busca de escravos na cidade de Acúleo, que logo se tornou a fonte principal de escravos.[citação necessária] Enquanto os Elfos Negros viam a escravização dos Argonianos como uma melhoria e aprimoramento para a raça em geral, o Povo Lagarto detestava seus novos mestres e lutava com eles constantemente.[10][2]

Os Argonianos geralmente são considerados os criadores da mortal Gripe Knahaten em 2E 560, que originou-se na cidade de Tempéstia e então se espalhou por Tamriel.[12] Essa afirmação nunca foi comprovada, mas já que os Argonianos eram imunes ao contágio, as outras raças logo passaram a acreditar que um de seus xamãs manipulou as árvores Hist para criarem a Gripe, como vingança pela constante opressão de seu povo por outras raças (especificamente pelos Dunmer).[2][13][9] A Gripe azedou a opinião Tamriélica sobre os Argonianos, que eram considerados portadores da doença, e os Dunmer logo viram seus numerosos vassalos sendo constantemente rejeitados por outros.[10]

Talvez o maior – e o mais surpreendente – evento histórico que os Argonianos participaram durante a Segunda Era foi a Guerra da Libertação (melhor conhecida como a Segunda Invasão Akaviri). Em 2E 572, uma força Akaviri liderada por Ada’Soom Dir-Kamal atacou Venturia no Leste de Skyrim, matando a Rainha Mabjaarn Cabelo-de-Fogo e a Princesa Nurnhilde. Deixando a cidade arruinada para trás, o exército oriental continuou a caminho de Fendal mas a encontraram fortificada pelos Nords, que eram liderados por Jorunn, o Rei-Escaldo, e Wulfharth, o Rei das Cinzas (que foi trazido de volta para Nirn de Sovngarde pelos Barbacinzas).[14][15][16] Os invasores decidiram ignorar a cidade dos Nords e entraram em Morrowind, onde lutaram contra o exército Dunmeri liderado por Almalexia, mas foram forçados a se retiraram para as Cataratas de Pedra (embora há rumores que a Mãe Morrowind e o Príncipe-Escaldo colaboraram um com o outro para armar isso, apesar da hostilidade entre suas raças).[16] Com as costas voltadas para o Mar Interno, os Akaviri lutaram brutalmente contra as forças Nord-Dunmer, mas com o resto da frota Akaviri no horizonte, parecia que os Tamriélicos seriam superados e massacrados.[16][17]

Algum tempo antes da invasão inicial, uma garota escrava Argoniana chamada Heita-Meen escapou da plantação Dres onde estava sendo obrigada a trabalhar com muitos de seus compatriotas, mas foi capturada por uma tribo Archein aliada aos Dunmer e levada ao seu vilarejo. Enquanto mantida lá, ela recebeu uma visão da árvore Hist mostrando Nords e Dunmer morrendo nas mãos dos Akaviri. Ela viu uma oportunidade nisso, e quando levada de volta a Acúleo ela matou seu Senhor de Escravos e por duelo tomou controle dos guardas Archein.[18] Ela foi para Tempéstia, onde ganhou suporte da maioria dos Carapaças de lá, seguindo então para ajudar os Dunmer e Nords nas Cascatas de Pedra. No início, os Elfos Negros estavam alarmados por verem uma força de escravos armados indo em sua direção; alguns até atacaram os Argonianos por medo.[16] Entretanto, as três raças foram capazes de superar seu ódio mútuo e juntos levaram os invasores ao mar para afoga-los. Nesse momento, o Pacto Coração-Ébano nasceu e continuaria a existir até o Planofusão dez anos depois em 2E 582.[6] Ao contrário das outras facções na Guerra das Alianças, o Pacto Coração-Ébano focava em acabar com a severidade do domínio Imperial, assim como acabar a conspiração mortal com poderes superiores além de Nirn. [19]

Como agradecimento pela oportuna intervenção dos Argonianos, os Dunmer terminaram a escravização do Povo Lagarto (mas a prática de escravizar não acabara).[20] Porém, alguns Dunmer (particularmente a Casa Telvanni) se recusaram a aceitar esses termos e desistiram do Pacto. Da mesma forma, muitos Argonianos sentiram que os Dunmer mereciam retribuição por seus crimes[21] e somente as regiões de Charco Sombrio, Pântano Espinhoso e Lamaçal Soturno se juntaram ao Pacto.[18] Alguns deixaram sua terra natal e se estabeleceram em outras províncias. Eventualmente, a Grande Assembleia que governava Morrowind, Pântano Negro e Skyrim consolidou suas províncias em uma única nação.[6]

Não se sabe o que aconteceu com o Pacto Coração-Ébano, mas na época das Guerras Tiber ele já não existia e os Argonianos eram novamente a única autoridade em Pântano Negro. Escravidão Saxhleel também foi restituída pelos Dunmer em algum momento e, apesar do medo da Gripe Knahaten, a Casa Dres continuo enviando escravizadores para o norte de Pântano Negro.[2] É dito que até Tiber Septim pensou duas vezes antes de atacar Pântano Negro em suas conquistas, e em Uma Curta História de Morrowind é insinuado que a região dos Argonianos foi adquirida por um tratado.[22] Apesar disto, as fronteiras da província caíram facilmente às suas forças e ele evitou a perda de muitas forças ao abandonar o ataque aos pântanos quase impenetráveis.[2] A nação Argoniana foi assimilada ao crescente Império de Tiber algum tempo após o Segundo Tratado de Stros M’kai.[23]

Terceira Era

Durante o Terceiro Império, a terra dos Argonianos continuou a funcionar como um estado de prisão, e os Imperadores estavam satisfeitos em manter as regiões estratégicas do litoral ao invés de anexar o centro de Pântano Negro, que permanecia fora do controle Imperial.[2]

Em 3E 396, durante o Simulacro Imperial, uma revolta de escravos resultou nos Dunmer incitando a Guerra Arnesiana com Pântano Negro e tomando uma significante parte do território (e sem dúvidas muitos novos escravos) quando os Argonianos perderam.[2][24] Embora a escravização de qualquer raça civilizada fosse ilegal no resto do Império, os Elfos Negros eram permitidos a continuar a prática devido às condições favoráveis do Armistício sobre o qual Morrowind se juntou a Dinastia Septim, que permitia aos Dunmer seguir suas antigas tradições e manter grande autonomia em seus assuntos internos. Rei Helseth aboliu a escravidão em Morrowind por diversos motivos.[citação necessária] Com a abolição da escravidão, a relação dos Argonianos com os Dunmer melhorou bastante, embora tentativas violentas de reivindicar as terras roubadas durante a Guerra Arnesiana continuaram.[2]

Enquanto governadores Imperiais comandavam cidades litorâneas na província, muitos deles tinham conselheiros Argonianos da tribo Archein. Os Archeins, por sua vez, governavam as áreas rurais que constituíam a maior parte de Pântano Negro. Além do alcance do Imperador quase não havia administração nos pântanos mais profundos e é desconhecido se os habitantes dessas áreas reconheciam o controle Imperial.[2]

Quando Mehrunes Dagon tentou invadir Tamriel durante a Crise do Oblivion em 3E 433, as árvores Hist previram sua vinda e convocaram a maioria dos Argonianos para defenderem sua terra natal.[25] Os Argonianos foram alterados pela Hist para combaterem os Daedra, tornando-se mais rápidos, mais fortes, e capazes de aguentar punições mais severas.[26] Quando os Portões de Oblivion se abriram em Pântano Negro, o Povo Lagarto entrou neles de forma tão feroz que os Deadra foram obrigados a fechá-los para evitar serem superados; por causa disso, os Argonianos emergiram da Crise do Oblivion mais unidos e fortes do que antes comparados com as outras raças Tamriélicas devastadas pelo plano de Dagon.[27]

Quarta Era

Os Argonianos estavam entre as primeiras raças a abandonarem o Império enfraquecido, juntamente dos Khajiit de Elsweyr.[27] Logo após da erupção da Montanha Vermelha ter devastado Vvardenfell, os Thalmor encorajaram os Argonianos a atacarem seus inimigos Dunmer ao norte, que ficou conhecido como a Invasão Argoniana.[28] Eles tiveram sucesso inicial em conquistar o sul de Morrowind, saqueando muitas cidades (incluindo Mournhold) enquanto avançavam até a Montanha Vermelha. Porém, os Argonianos foram expulsos pelo exército da Casa Redoran, que pararam a invasão do resto de Morrowind.[27][28][29] Felizmente, a influência Thalmor sobre os Argonianos acabou com a invasão.[28] Apesar da falta de governo ou colonização das terras Dunmeri do sul, os Argonianos impediram o Império e Morrowind de reclamá-las.[27][30]

Em algum momento no início da Quarta Era, o Povo Lagarto foi governado por um partido político conhecido como An-Xileel, com ideais completamente nacionalistas. Em 4E 43, ao invocar a corrupta árvore Hist de Lilmoth para contatar suas “primas”, as Um-Hist, o An-Xileel foi capaz de invocar a cidade flutuante Umbriel do reino de Clavicus Vile em Oblivion a fim de exterminar toda a mácula estrangeira no Pântano Negro.[27] A cidade fez isto para eles, mas logo começou seus próprios planos após o An-Xileel perder controle. Umbriel seguiu um caminho noroeste para a Torre Ouro-Branco na Cidade Imperial, passando por Pântano Negro e Morrowind no processo; os mortos pela cidade flutuante foram ressuscitados como uma horda invencível de mortos-vivos para auxiliar no seu objetivo sombrio. Foi com os esforços da garota Bretã Annaïg Hoïnart, um Argoniano chamado Mere-Glim, Príncipe Attrebus Mede e o mago Dunmer Sul (junto com alguns outros) que Umbriel finalmente foi destruída e sua ameaça a Tamriel eliminada.[26]

História dos Saxhleel permaneceu calma durante o resto dessa era. Em 4E 150, uma pequena força de invasores Argonianos desembarcaram em Solstheim para causar problemas, mas foram expulsos pelos Redoran de Rocha do Corvo.[30] Em 4E 201, um documento discutindo o governo de Skyrim menciona um Rei Argoniano, pondo em questão a sobrevivência do An-Xileel após os eventos da Crise Umbriel.[31] Um membro da Guilda dos Ladrões também queixou-se sobre patrulhas Argonianas no sul de Morrowind, implicando que o Povo Lagarto de fato começou algum tipo de governo nas áreas conquistadas.[32]

Sociedade

Aparência e Fisionomia

Uma Hist

Argonianos acreditam que suas almas lhes foram dadas pela Hist[27] – de acordo com o Povo Lagarto, não havia nada antes da Hist.[33] Por isso, as almas dos Saxhleel contém qualidades únicas que as diferencia das almas dos homens e mer.[34] A maioria dos Argonianos são capazes de sentir a presença da Hist em suas mentes o tempo inteiro, mas quanto mais se distanciam do Pântano Negro mais fraca fica a conexão.[27] Alguns Argonianos podem até nascer sem essa conexão e são vistos por outros de sua espécie como desfavorecidos, pois não podem entender os gestos Argonianos mais simples.[35] O Ovo Mnemônico é um poderoso artefato que é a manifestação física da relação Argoniano-Hist, que se cortada pode ser fatal a ambos. O Ovo passou a ser interesse do Primeiro Domínio Aldmeri que tentou cortar a conexão, mas foi impedido pelo Desalmado durante a Guerra das Alianças.[6]

Embora Argonianos pareçam reptilianos em sua natureza à primeira vista, eles também possuem características de peixe, anfíbios e até de pássaros: eles são capazes de respirar debaixo d’água através de pequenas guelras atrás das orelhas; nadam usando o mesmo método dos girinos ou enguias, movendo sua cauda para os lados para ganhar impulso na água; e são capazes de ter penas. Argonianas têm o que parece ser seios mamíferos, mas ao mesmo tempo são capazes de colocar ovos.[36] Gêneros Argonianos às vezes são descritos como fases da vida, insinuando que eles talvez sejam capazes de mudar de gênero.[citação necessária] É dito que ao sair do estágio juvenil, um Argoniano lamberá a Seiva da Hist para estimular as glândulas endócrinas, que brotam órgãos apropriados dos quais o gênero do Argoniano é determinado. Porém, isso não é confirmado,[37] e crias Argonianas podem aparentar ser de qualquer gênero.[38] Aparência Argoniana varia de reptiliana para quase humana; isto é causado pela seiva da Hist que ingeriram quando pequenos[26], que ocorre no seu Dia de Nomeação.[38] As crias também são alimentadas com vermes de alcaçuz.[39] Argonianos coçados debaixo do queixo irão reflexivamente abrir suas bocas.[27] Antigas pinturas em cavernas retratam figuras que parecem mais semelhantes com árvores do que com Argonianos.[27]

Os Saxhleel aparentemente têm sangue frio e, apesar da preferência por climas tropicais e subtropicais, podem ser encontrados vagando nos ambientes frios de Solstheim e Skyrim.[40][41] Alguns estudiosos acreditam que isso ocorre por causa das poderosas magias que existem na seiva da Hist, que a raça reptiliana ingere durante suas vidas.[40]

Arte e Arquitetura

Antes dos Dunmer escravizarem os Argonianos na Segunda Era, o Povo Lagarto construiu e viveu em grandes estruturas de pirâmides que chamaram de xanmeers, e tinham santuários dedicados às estrelas.[42][43] Porém, eles foram abandonados por motivos desconhecidos e os Saxhleel não se lembram da vida naqueles tempos.[43] Durante a Segunda Era, os Argonianos do Charco Sombrio viveram em cabanas feitas de lama, enquanto aqueles em Lamaçal Soturno construíram estabelecimentos de madeira.[6] Por causa dessa mudança alarmante, alguns estudiosos duvidam que as xanmeers foram construídas pelos Argonianos que, na opinião deles, somente reclamaram posse delas. Penas, cores brilhantes e couros de lagartos decoram a maior parte de suas construções e trabalhos de arte.[3]

É dito que Argonianos são mestres na construção de joias, o que é procurado em muitas províncias.[44] Os Argonianos também parecem ter sido os pioneiros nas artes da alquimia, pois seus alquimistas no Pântano Negro determinaram que as fases da lua ditam a posição exata dos Calcinadores.[45]

Idioma

Jel é o idioma do povo Argoniano, e é único entre as demais raças Tamriélicas por não estar relacionado aos antigos Ehlnofex. O idioma veio da Hist, os criadores dos Argonianos. É ainda mais única pelo fato de não possuir verbos no pretérito ou no futuro, somente no presente. Para mais informações ver este artigo.

Religião

Exceto pelos mais profundamente assimilados, os Argonianos não reconhecem formalmente ou veneram nenhum tipo de divindade Tamriélica.[46] Alguns acreditam que eles adoram seus criadores, a Hist, embora os próprios Argonianos dizem que somente realizam rituais em sua honra, ao invés de adorá-los. Os Argonianos também veneram Sithis, um ser que até a Hist reconhece.[40] Z’en, o Deus Bosmeri da Labuta, parece ter se originado em mitologias Argonianas e Akaviri antes de ser introduzido à Floresta de Valen por marinheiros Kothringi.[42][43]

Escamas Sombrias

Os Escamas Sombrias são uma antiga ordem monástica de assassinos Argonianos que adoram Sithis, o Vazio, e consiste de Saxhleel nascidos sob o signo da Sombra. De acordo com algumas fontes, a queda dos antigos Argonianos se deu porque suas “escamas eram escurecidas” pelo toque de Sithis. Escamas Sombrias também servem como um tipo de “reforços da lei” em Pântano Negro, trazendo a “lei do pântano” aos forasteiros e nativos rebeldes. Eles são oferecidos no nascimento para a Irmandade Sombria, uma guilda de assassinos que também seguem Sithis, para serem treinados em furtividade e assassinato. Um Escama Sombria solitário em Skyrim disse que sua ordem não era mais um grupo em pleno funcionamento em 4E 201. Para mais informações, ver este artigo.

Pensamentos e Personalidade

Argonianos possuem as personalidades mais estranhas em toda Tamriel do ponto de vista de um humano ou mer, e frequentemente é assumido que o Povo Lagarto não possuí nem personalidade ou emoções. É claro que isso não é verdade; Argonianos não expressam fisicamente suas emoções tanto quanto humanos e mer, embora raiva seja facilmente detectável por seus dentes à mostra e olhos estreitos. Demorados a confiar e difíceis de conhecer, Argonianos são ferozmente leais e lutarão até a morte por aqueles que consideram amigos. Seus aliados aprenderam há muito tempo que há sempre um motivo para tudo que eles fazem.[20] Práticas culturais Argonianas incluem: vestir meias com bolsos contendo pedras quentes em suas caudas para mantê-las quentes,[47] permitir pássaros a limpar seus dentes após uma refeição e encher seus travesseiros com centopeias pela agradável sensação de formigamento.[48]

Algo notável sobre o povo Argoniano é que sua cultura parece exibir uma indiferença sobre as ações entre tribos. Para Argonianos, odiar um ao outro é odiar a si mesmo, pois todos são pessoas da raiz. Por isso, é “melhor esquecer e seguir em frente”.[49] Isso reforça o fato que os Saxhleel, como os Bosmer, preferem viver no “Agora Aúrbico” – não viver no passado ou futuro, mas simplesmente no presente.[50]

Tribos

Argoniano geralmente vivem em tribos, cada uma com seus próprios costumes e aparências diferentes. Na verdade, o nome “Argoniano” parece ser mais um termo que se refere a todas as diferentes tribos de povos lagartos que vivem em Pântano Negro.[9] De acordo com os Argonianos, há quase um número incontável de tribos e suas interações – seja boa ou ruim – garante seu desenvolvimento mútuo.[51][49] Há algumas tribos conhecidas:

  • Agacephs: A maioria possui rostos em formato de agulha e variam de cor, do verde claro até laranja. Encontrados no interior de Argonia, perto da Hist.[52]
  • Archeins: Durante a época que outras raças tentaram fazer plantações em Pântano Negro, Archeins eram muito poderosos e faziam fortunas vendendo outros Argonianos para a escravidão (ao custo de serem marcados como traidores.[18] Eles também serviram como conselheiros de governadores Imperiais em Pântano Negro e estavam encarregados dos distritos mais rurais. Já que as outras raças perceberam que Argonia é imprópria para plantações, eles foram à falência.[52][9]
  • Gee-Rusleel (Dançarinos da Lama): Uma tribo que vive na região de Lamaçal Soturno no Pântano Negro. Eles são conhecidos por sua devoção e grande veneração para a Hist, e por isso o título de Pregador da Seiva tem sido seu direito por muitas gerações. Eles também são apostadores incorrigíveis e têm uma obsessão com jogos de todos os tipos.[53]
  • Kota-Vimleel (Línguas-Negras): Uma tribo que vive na região de Lamaçal Soturno no Pântano Negro. Eles são seguidores de Sithis, e assumem o dever de produzir Escamas Sombrias tão seriamente que eles criaram uma poção que permite fêmeas a sincronizarem seu ciclo de ovulação com a constelação da Sombra. Eles são alquimistas estimados e são conhecidos por criarem os venenos mais mortais de Tamriel.[54]
  • Paatru: Descritos com “aparência de sapo”, eles vivem nas partes internas de Argonia.[52]
  • Sarpa: Descritos como sendo “alados”, embora não seja claro se isso tem um significado literal ou não. Eles vivem no interior de Pântano Negro.[52]
  • Tum-Taleel (Povo da Casa-Raiz): Uma tribo que vive na região de Lamaçal Soturno de Argonia. O Povo da Casa-Raiz é visto como nada mais do que bruto por outras tribos, e ao invés de criar seus próprios materiais roubam os itens e até vilarejos de outros Saxhleel.[55]
  • Nagas: Descritos como tendo “grandes bocas cheias de presas úmidas”, os Nagas são uma das muitas “ramificações” dos Saxhleel em Pântano Negro. Geralmente entre dois e dois metros e meio de altura, os Nagas parecem ser mais como cobras do que outros Argonianos, mas também foram relacionados a sapos e até chocos. A maioria deles geralmente age como bandidos e salteadores.[52][2][56][6]
  • Veeskhleel-Tzel (Povo Fantasma): Uma tribo Naga que vive na região de Lamaçal Soturno de Argonia. Sua pele é pálida quase ao ponto de translucidez, e eles têm uma reputação manchada por roubarem cadáveres de Argonianos mortos e os usarem como fertilizante para sua árvore Hist.[56]
  • Wasseek-Haleel (Gargantas-Brilhantes): Uma tribo que vive na região de Lamaçal Soturno em Pântano Negro. Eles são alegres artesões que criam belos instrumentos musicais, utensílios de cozinha, armadura e armamento, mas são mais conhecidos por seus bonecos de semente ornamentados.[54]

Galeria

Ver Também

Livros

Referências

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  2. ^ a b c d e f g h i j k l m n o p Guia de Bolso do Império, 3º Edição: A Guerra com as Árvores: Argonia e o Pântano NegroImperial Geographical Society, 3E 432
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  6. ^ a b c d e f g Eventos de ESO
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