Lore:Amuleto dos Reis

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O Amuleto dos Reis

O Amuleto dos Reis, também chamado de Amuleto dos Gloriosos Reis,[1] foi um pingente tradicionalmente vestido pelo imperador governante de Cyrodiil. No centro do amuleto estava o "Chim-el Adabal", também conhecido como o Diamante Vermelho,[2] uma pedra de alma gigante de origem Aylêidica. Era segurada num broche dourado cercado de oito gemas menores que representavam os Oito Divinos do panteão Cyrodílico original, criado pela Rainha Alessia. Serviu como símbolo de direito divino dos imperadores Cyrdílicos. O amuleto era um componente importante da cerimônia de coroação, e um poderoso artefato usado para divinação. A alma de cada imperador regente era guardada na pedra central, presumidamente durante o ritual de coroação envolvendo as Brasas de Dragão e o Pacto divino. Desta forma os governantes de Cyrodiil eram unidos em sua morte, formando uma 'superalma' que poderia prover aconselhamento a seus sucessores.[3] O amuleto podia somente ser vestido por certos indivíduos—aqueles que tinham o 'Sangue de Dragão' em suas veias. Os requerimentos específicos, entretanto, foram assunto de debate, mas podem ter sido somente ligados aos atributos de um governante ou mandado divino.

História

De acordo com a lenda, o Chim-el Adabal foi formado quando uma gota de sangue caiu do Coração de Lorkhan após ele ter sido lançado por Tamriel e ter caído num Poço Aylêidico. A magicka contida o fundiu num robusto cristal vermelho, e os Ayleids o lapidaram numa grande gema.[4] Ele entrou nos anais da história quando Akatosh (em outras histórias, Shezarr) forjou o Pacto com Alessia e seus (simbólicos) descendentes em seu leito de morte. O Chim-el Adabal foi transformado em um amuleto que se tornaria ambos o símbolo do Pacto e de legitimidade dos governantes de Cyrodiil.[2][5] Após a queda do Império Alessiano, o Amuleto dos Reis foi perdido em meio a uma guerra civil e saques. De acordo com a lenda, um certo Rei Hrol traçou o espírito de Santa Alessia, que vestia o Amuleto dos Reis em seu pescoço. Eles copularam, e uma colina ergueu-se naquele lugar. O pequeno Reman Cyrodiil foi encontrado no topo da colina, vestido o amuleto em sua testa.[6] O Amuleto dos Reis voltou à proeminência durante os anos Remânicos, dando legitimidade àquela dinastia. Depois disso, as Brasas de Dragão se tornaram essenciais para a coroação de cada novo Imperador. Durante o ritual, o novo monarca tinha sua alma conectada ao Amuleto dos Reis e era enviado ao Templo do Um para acender as encantadas Brasas de Dragão, que queimariam até sua morte.

Interregno e a Guerra da Aliança

Na Segunda Era média, os Cinco Companheiros embarcaram em uma jornada para resgatar o Amuleto dos Reis. Seu Líder, Varen Aquilarios, foi levado a acreditar que o Amuleto poderia ser usado em uma ritual que reacenderia as Brasas de Dragão e faria dele um verdadeiro Draconato. Isso o faria ser reconhecido como o verdadeiro governante do Império. Após anos de busca, os companheiros eventualmente encontraram o Amuleto. No ano de 2E 579, eles iniciaram este ritual na Cidade Imperial. Durante este ritual, Mannimarco, um dos Companheiros, revelou suas intenções e corrompeu o ritual para quebrar o pacto entre Akatosh e os mortais. Isso causou um evento catastrófico que ficou conhecido como Ruptura das Almas. Em meio ao caos subsequente, Sai Sahan fugiu com o Amuleto dos Reis e o escondeu nas ruínas de Sancre Tor.

O Amuleto foi resgatado em 2E 582 pelo Desalmado, Abnur Tharn, Sai Sahan e Lyris Titanborn. Ele foi usado posteriormente para realizar um ritual que imbuiria o Desalmado com o poder de Akatosh. Entretanto, um dos Companheiros teve que se sacrificar. Com o poder concedido pelo ritual, o Desalmado foi capaz de derrotar o Principe Daédrico Molag Bal e conseguiu sua alma de alma de volta. Após a derrota de Molag Bal, Abnur Tharn fugiu com o Amuleto para Cyrodiil. Apesar de suspeitas de que Abnur tentaria usar o amuleto, isso não seria possível pois o Amuleto havia exaurido sua energia e não poderia ser usado novamente por pelo menos uma geração.[7]

Após o longo declínio do Interregno, o famigerado General Talos encontrou o Amuleto na tumba Remânica sob Sancre Tor após reconquistar o Forte de uma força invasora Breto-Nórdica.[8]

Crise de Oblivion

O Campeão de Cyrodiil recuperou o amuleto das profundezas do Subterrâneo Imperial depois do assassinato do Imperador Uriel Septim VII pelas mãos de cultistas Daédricos. O Campeão então o entregou para o grão-mestre dos Lâminas. Depois de escoltar Martin, o filho ilegítimo de Uriel, ao grão-mestre Jauffre, o Amuleto foi roubado pela Alvorada Mítica. O Campeão foi forçado a entrar no Paraíso de Mankar Camoran para recuperá-lo. Com isso feito, foram feitas preparações para a coração de Martin, mas a cerimônia foi interrompida por um ataque Daédrico na capital. Depois de lutar até o Templo do Um, Martin foi forçado a quebrar o amuleto, pois esta era a única forma de derrotar Mehrunes Dagon. O poder do sangue misturado de gerações de imperadores contidos no Amuleto do Pacto evocou um raro avatar Aédrico na forma de Akatosh, um dragão de fogo. Dagon foi derrotado, mas a história de quatrocentos anos do Amuleto dos Reis terminou.

Referências

  1. ^ O Chim-el AdabalMannimarco
  2. ^ a b The Amulet of KingsWenegrus Monhana
  3. ^ [[Lore:Where Were You When the Dragon Broke?|]]
  4. ^ [[Lore:Chim-el Adabal: A Ballad|]]
  5. ^ Trials of St. Alessia
  6. ^ Remanada
  7. ^ Eventos de ESO.
  8. ^ Battle of Sancre Tor