Lore:Rubraguarda

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Ilustração de um típico homem Rubraguarda

Rubraguardas são os guerreiros naturalmente mais talentosos de Tamriel. De pele parda e cabelo crespo, o povo de Martelfell parece ter nascido para batalha, embora seu orgulho e sua feroz independência de espírito os tornem os melhores exploradores ou batedores, assim como heróis vagantes e aventureiros e também como excelentes soldados de elite.[1][2] Em adição às suas afinidades culturais por muitos estilos de armaduras e armas (particularmente espadas), Rubraguardas também são fisicamente abençoados com uma robusta constituição, resistência a veneno e rapidez com seus pés. Diferente das outras raças humanas, não se acredita que eles tenham quaisquer conexão com a terra original dos Nords de Atmora.

História

Ficheiro:Tam-Maps-West Tamriel.jpg
Um mapa mostrando Yokuda, o antigo lar dos Rubraguardas
Martelfell,o lar atual dos Rubraguardas
ON-concept-Redguard sword.png

Rubraguards (antes "Yokudanos") provém do continente ocidental de Yokuda, que afundou no mar em tempos antigos. A causa do afundamento de Yokuda é atribuída a fatores naturais (terremotos, tsunamis ou erupções vulcânicas) ou à vingança de um grupo derrotado de Ansei chamado Hiradirge. Após o afundamento de sua terra natal por volta de 1E 792, a frota Yokudana navegou para leste, eventualmente chegando no que depois seria chamado Martelfell.[3] A maioria dos refugiados permaneceram na ilha de Herne enquanto os Ra Gada, a Onda Guerreira, continuou até a terra firme de Martelfell em 1E 808.[2][4]

Estudiosos Imperiais concluíram que o termo "Rubraguarda" originou-se como uma corrupção fonética de "Ra Gada".[2] Porém, mitos dos Rubraguardas consideram isto um legado da Guerra dos Chantres, um série de sete batalhas em Yokuda por volta de 1E 780, pouco antes do continente ser destruído. Suas lendas dizem que a guerra foi travada entre o exército do Último Imperador Hira e uma minoria Ansei (supostamente os Hiradirge), que buscavam a liderança de Lorde Frandar Hunding no início. Hunding liderou os Ansei à vitória usando sua estratégia do "Martelo e Bigorna", mas com um grande custo. Embora pouparam a terra da tirania de Hira, eles tiveram que deixá-la posteriormente, pois quando a estratégia de Hunding foi completa na batalha final (quando o martelo proverbial caiu), mais de trezentas mil pessoas foram mortas. Aos olhos dos cidadãos, seus guardiões estavam vermelhos com sangue. Então eles deixaram Yokuda, navegando através do Oceano Eltérico e tomando novos nomes para comemorar sua batalha final: seu novo lar era Martelfell e seu novo nome era Rubraguarda.[5][6] Conforme Yokuda afundava no mar, os Yokudanos foram forçados a segui-los nessa nova terra ou perecer.[3]

Entretanto, esses não foram os primeiros Rubraguardas a chegarem em Tamriel. Os Cavaleiros da região de Pontafenda de Pedralta, há muito um mito, tiveram sua existência confirmada por estudiosos na Segunda Era. Acredita-se que eles migraram para lá da ilha Yokudana de Akos Kasaz em algum momento no início do sexto século da Primeira Era.[7]

A Invasão Ra Gada

Quando eles chegaram, os Ra Gada atacaram todos os assentamentos dos Nede e Mer, juntamente com as feras nativas, e recrutaram aqueles que não mataram como trabalhadores ou servos para os "guerreiros-marinheiros" dos Ra Gada.[8][nb 1] Após apenas alguns meses brutais, os Ra Gada haviam estabelecido uma forte presença na costa ocidental de Martelfell, prejudicando e substituindo os piratas Imperiais e Nórdicos que atormentavam a área por séculos.[9] Das bases ao longo da costa, eles continuaram a lançar ataques após ataques, eventualmente tendo sucesso em expulsar os Orcs e abrir caminho para o Alto Rei e a realeza Yokudan, conhecida como Na-Totambu, para chegar com segurança em Martelfell.[10] Todas as antigas cidades dos Dwemer na região, com poucas exceções, agora são cidades da contemporânea Martelfell.[11]

Apesar de tanto tempo atrás que chegaram, os Rubraguardas ainda são recém-chegados: toda outra raça moderna já havia emergido antes dos Ra Gada chegarem nas margens de Tamriel.[10] Apesar do avanço cultural que eles trouxeram, sua natureza marcial e selvageria com a qual eles se estabeleceram em Tamriel lhes deu uma reputação duradoura como bárbaros e assassinos.[2]

Os primeiros Rubraguardas enfrentaram uma invasão goblin, mas os repeliram. Mais tarde, na Primeira Era, os Rubraguardas foram ameaçados por uma segunda, quase imparável, invasão de goblins gigantes. Entretanto, eles foram impedidos graças à liderança de Derik Hallin, que restaurou os ensinamentos de Frandar Hunding e seu Livro dos Ciclos, que permaneceram uma parte integral da vida Rubraguarda desde então.[11]

Relações Estrangeiras

Inicialmente, os Rubraguardas menosprezaram seus vizinhos e nem comercializaram com eles até seu valor ter sido provado no bem-sucedido Cerco de Orsinium por volta de 1E 980.[10][12] Sua própria língua nativa, Yoku, quase foi completamente substituída para ajudar a estabilizar comércio exterior,[2] embora seu idioma ainda seja falado.[13] Eles foram integrados ao Segundo Império algum tempo durante a Dinastia Reman.[2]

Durante a Guerra das Alianças por volta de 2E 582, eles se juntaram aos Orcs e Bretões ao formarem a Aliança Daggerfall. O apoio mais forte para a Aliança concentrava-se nas cidades-estados de Amparo de Hallin e Sentinela, com muitas das regiões exteriores da sociedade Rubraguarda permanecendo desconfiada de seus novos aliados.[12]

Algum tempo durante o Interregno da Segunda Era, a frágil república administrativa estabelecida em Martelfell pelo Segundo Império entrou em colapso e o controle da província voltou a tradicional, hereditária monarquia de Na-Totambu. O novo Alto Rei de Martelfell moveu sua sede do poder da velha capital Hegathe para a mais próspera cidade ao norte, Sentinela. Isso provocou tensão entre Predecessores e Coroas, pois Sentinela era uma cidade Predecessora. Após a morte do Alto Rei Thassad II em 2E 862, o povo de Sentinela retomou a cidade por força. O Príncipe Herdeiro A'tor viajou para a cidade em busca de vingança, resultando em um dos massacres mais sangrentos da história Tamriélica.[2]

A sangrenta guerra que sucedeu causou Martelfell a ser facilmente integrada pelo Império Septim em 2E 864, embora o Império logo teve que fazer algumas concessões de poder significantes após uma revolta em Stros M'Kai.[10] Rubraguardas se tornariam mais descontraídos sob o Império Septim e muitos seguiram para outras partes de Tamriel. Rubraguardas supostamente serviram como mercenários sob o Usurpador Camoran por volta de 3E 267.[14]

Rei Camaron de Sentinela seria morto durante a Guerra de Betônia em 3E 403, uma curta, mas feroz, disputa por terra com Daggerfall sobre a epônimo ilha de Betony.[15] O resultado trouxe muita animosidade entre os Bretões e os Rubraguardas da região da Baía Ilíaca.[16][17] Seguindo o Milagre da Paz, Sentinela (então sob Rei Lhotun) expandiu-se para tomar toda a costa norte de Martelfell.[10][18] Sabe-se que perto do fim da Terceira Era, os Rubraguardas de Martelfell oriental guardavam um rancor feroz contra Skyrim e ansiavam por uma chance para tomar de volta a terra que foi apoderada durante a Guerra de Bend'r-mahk em 3E 396.[10][16]

Rebelião na Grande Guerra

Em 4E 171, a Grande Guerra irrompeu quando o Domínio Aldmeri exigiu, em parte, que o novo Imperador Titus Mede II cedesse grandes extensões de terra do sul de Martelfell para eles. O Império revidou, mas no final fez uma concessão como parte do Tratado Ouro-Branco de 4E 175. Embora o resto do Império os deixou ao destino, os Rubraguardas recusaram aceitar isso e sofreram uma devastação em massa por todo sul de Martelfell em sua longa, embora sucedida, repulsão da invasão do Domínio.[19] Muitos Rubraguardas permanecem amargurados sobre o abandono do Império e acreditam que seu triunfo é prova que o Tratado foi um erro, e o Império teria êxito se tivesse lutado.[19][20]

Um mapa estelar Yokudano

Sociedade

Como todas as raças, Rubraguardas foram modificados por seu lar. Desde sua chegada, eles foram poucos em números em relação as outras raças de Tamriel.[12] Sua herança Yokudana os deixou com avançados conhecimentos marítimos, agrícolas, militares e até astronômicos que os permitiu a prosperar em um lugar onde outros simplesmente esperavam sobreviver. A sociedade Rubraguarda é extremamente marcial e é esperado que quase todos tenham um entendimento de armamento e combate básicos, embora espera-se somente que os governantes tenham conhecimentos detalhados de estratégia, formações e táticas. Somente os mais fortes, rápidos e inteligentes Rubraguardas são aceitos na exigente força militar (que consiste principalmente de várias ordens de cavaleiros; Rubraguardas tradicionalmente não têm um exército permanente), e espera-se que eles se provem dignos enfrentando a morte.[2] Até seus passatempos, como encantar cobras, possuem algum risco.[21]

A prática de magia tem sido geralmente desaprovada desde pelo menos a Segunda Era, e forasteiros não são tolerados em muitas partes de Martelfell.[2][12][22] Muitos acreditam que nenhum "verdadeiro" Rubraguarda se humilharia usando magia, considerando-a uma fraqueza.[23] Algumas escolas que ensinam o Caminho da Espada proíbem alunos de usar magia e armas encantadas.[24] Na Terceira Eram, magos eram evitados em Martelfell, acreditando que eles eram indivíduos malignos que roubavam almas e mexiam com mentes.[25] Necromncia sempre foi odiada na cultura Rubraguarda, devido a sua veneração aos mortos. Embora desconfiar de magia seja visto como uma característica da cultura Rubraguarda, isso nem sempre foi tão proferido. Em tempos antigos, magos de guerra Yokudanos eram parte dos exércitos, embora raros.[26] Dizem que Chantre-espadachins forjaram espadas feitas com magia e até mesmo o Shehai é uma forma de magia.[5]

Eles têm uma grande afinidade com cavalos e trouxeram muitos com eles para Martelfell, notavelmente a raça que chamada Carregador Yokudano.[7] A constelação do Guerreiro e seus encargos parecem ter grande importância em sua antiga literatura.[27][28]

Rubraguardas têm uma grande diversidade em estilos de roupas,[2] embora sempre tendem a ser leves, longas e fluidas para tolerar melhor o calor e perigos do deserto. Eles desenvolveram primeiro esse estilo de vestimenta em Yokuda, que era conhecida por ter desertos áridos similares aos do deserto Alik'r de sua terra adotiva.[29] As curvas fluidas da vestimenta Rubraguarda são copiadas nos modelos de suas armaduras e armamentos.[29] Propaganda Imperial do fim da Segunda Era fala de alguns Rubraguardas optando por ficarem nus em público, particularmente em Rihad.[2] Habitantes de Alik'r tendem a favorecer armaduras leves de couro para melhor lidar com o calor, e geralmente vestem revestimentos faciais para evitar areia em suas bocas.[30] Em sua constante busca por água, eles empregam johads, simples mas eficientes coletores de água feitos de gravetos e tecido que junta o orvalho matinal do deserto.[31]

Eles são um povo altamente disciplinado e intrépido, tendo séculos de experiência com guerra em sua terra natal antes de chegarem às margens de Tamriel. Seus guerreiros são reconhecidos por estarem entre os melhores do mundo. Os Rubraguardas também são conhecidos por suas façanhas navais, e suas frotas provaram ser páreas para as melhores frotas do Império, como visto durante a revolta de Stros M'Kai.[22] Stros M'Kai e algumas partes da terra de Martelfell contém muitas ruinas Dwemer, e alguns jovens Rubraguardas querendo entrar no serviço militar devem enfrentar os perigos dessas ruinas.[2] A maioria de seus feriados e tradições parecem girar em torno de celebrações de fenômenos naturais ou de comemoração de grandes batalhas e guerreiros.[4][5][32]

Aparência

Rubraguardas são conhecidos por seu alto, tisnado e bem definido porte físico.[2] Eles possuem força e agilidade acima da média, e mostram uma notável capacidade para sobreviveram em climas quentes e secos. Eles geralmente possuem a pele negra, variando de um tom marrom claro para quase preto, e frequentemente uma significante tonalidade vermelha. Eles possuem cabelos ondulados e crespos, com sua quantidade de pelos corporais variando. Tatuagens e piercings no corpo são comuns.

Muitos homens Rubraguardas mostram uma afinidade por barbas. "Um homem só é tão grandioso quanto a barba que usa" é um velho provérbio Rubraguarda.[33]

Arquitetura Rubraguarda por cerca de 2E 583

Arquitetura

Construções Rubraguardas variam de simples tendas à resistentes estruturas de cúpula das cidades que incorporam muitos avanços Yokudanos. Essas são reconhecidas por sua rigidez, flexibilidade, transferência de calor e beleza ornamentada geral. Elas são muito mais fáceis de consertar do que a maioria das cantarias Imperiais. Enquanto muitas construções Imperiais precisam ser demolidas e reconstruídas após conflitos, muitas das obras Yokudanas, como as escadas flutuantes ou domos ornamentais, são feitas para desmoronarem após um ataque ou terremoto, o que as permite serem facilmente substituídas em seções depois. Entretanto, essas estruturas ainda são solidamente construídas; elas permanecem altas e firmes contra o ambiente severo de Martelfell.[12] Elas são caracterizadas por paredes densamente construídas para ajudar a isolar o calor do deserto, assim como um sistema de dutos de ventilação cuidadosamente planejado. Esses dutos são construídos ao lado de altas janelas nas paredes e são cobertas por ripas que afastam o sol enquanto permitem a entrada do vento. Cada construção é feita para canalizar até a menor brisa desses dutos até o chão.[29]

Estábulos Rubraguarda são reconhecidos por seus extravagantes e engenhosos projetos, o que os torna perfeitos par aos perigos ambientas que os Rubraguardas enfrentam. Seus enormes mausoléus são ditos a serem as mais puras, autênticas representações da arquitetura Yokudana em sua sociedade. O exemplo mais famoso, o Trono de Tu'whacca's em Alik'r, também é um monumento aos muitos Yokudanos que morreram quando o continente foi destruído, e recebe muitos peregrinos buscando prestar seus respeitos.[12]

Predecessores e Coroas

A estrutura social dos Rubraguardas foi há muito fragmentada.[12] Quando Martelfell se tornou uma província do Segundo Império e demarcada nos costumes Imperiais, a sociedade Rubraguarda foi dividida em dois principais grupos sócio-políticos: os Coroas e os Predecessores.[2] Os Coroas são descendentes do Alto Rei e de Na-Totambu que governava em Yokuda; eles mantém a tradição Yokudana com grande respeito e não gostam de estrangeiros. Sua influência tem declinado desde que o último Alto Rei pereceu em 2E 862 e seu filho, o Príncipe Herdeiro A'tor, reagiu massacrando ferozmente cidadãos Predecessores. Quando as forças de Tiber Septim conquistaram a terra dois anos depois, foi visto como um gesto humanitário para parar o inútil derramamento de sangue.[2] Enquanto a intervenção parou com a guerra, a hostilidade entre as várias regiões da província permaneceu tão grande que alguns ignoraram seus companheiros quando eles tentavam repelir uma invasão estrangeira.[10]

Os Predecessores são descendentes dos guerreiros Ra Gada que conquistaram a província, e ao fazê-lo foram expostos a muitas tradições e ideias Nedic (e depois Bretanas e Imperiais), enquanto os ancestrais dos Coroas não foram. Os Predecessores buscam modernidade; eles são mais cosmopolitas que sua contraparte Coroa e são mais acolhedores de estrangeiros e modos diferentes de vida. Eles adotaram estilos Imperiais e Bretões modificados para suas vestimentas, arquiteturas e nomes, e muitos até reorganizaram seus deuses e espíritos tradicionais para se encaixarem no panteão Imperial dos Divinos. Predecessores são geralmente predominantes nas cidades costeiras e outros grandes centros de comércio ao norte, enquanto a maioria dos Coroas vivem em regiões mais isoladas ao sul, notavelmente os desertos e outras áreas insopitáveis.[2][12]

No final da Terceira Era, uma terceira facção emergiu. Nomeada Lhotúnicos em homenagem a seu fundador, Rei Lhotun, eles abraçaram os valores progressivos e cosmopolitas dos Predecessores, enquanto mantinham um forte respeito pelo seu passado, embora os comprometimentos específicos não sejam conhecidos.[10] O movimento é em grande parte político: os reino Predecessor de Sentinela é unicamente adequado para forjar um compromisso entre as duas facções Rubraguardas, pois foi uma sede de poder para ambos Predecessores e Coroas, e sua força econômica e militar o tornou um dos mais poderosos e respeitados reinos de toda Tamriel.[2][10] Desde o Milagre da Paz e depois, o movimento Lhotúnico serviu como uma força unificadora para Sentinela, enquanto conquistava mais domínio sobre territórios, e já que muito desse território é dominado por Coroas insatisfeitos, a necessidade dos movimento Lhotúnico é aparente. Devido a sua moderada plataforma e políticas expansionistas, os Lhotúnicos não são apreciados pelos Predecessores e Coroas remanescentes.[10] Entretanto, os eventos da Grande Guerra supostamente levaram à reconciliação entre as duas facções.[19]

Religião

Um baixo-relevo representando deuses Yokudanos na Tumba al-Danobia

Quando um Rubraguarda morre, sacerdotes tipicamente performam um ritual de consagração em nome de Tu'whacca em seu funeral.[34] Alguns também praticam a mumificação dos mortos. O corpo é deitado sobre uma mesa e lavado com óleos e folhas. Antes da cabeça e do torso serem cuidadosamente abertos, o sangue é drenado do corpo e o cérebro, coração e outros órgãos são colocados em jarros cerimoniais, seguido por uma semana de orações entoadas, luto e enfaixe do cadáver com longas ataduras cerimonias. O corpo é então sepultado em um sarcófago pintado na tumba subterrânea, juntamente com as armas favoritas do falecido, servos e animais de estimação. Não é raro descobrir que suas criptas e tumbas podem ser ainda maiores e mais elaboradas que suas casas para os vivos.[35] Isso é um sintoma do respeito Rubraguarda por seus parentes falecidos, um respeito tão fervoroso que é similar a adoração ancestral de algumas outras culturas.[12]

Embora os Rubraguardas abominam necromancia, sua religião sempre os levou a abominar qualquer tipo de interação com os mortos-vivos.[36] Tradição os obriga a não lutar os mortos honrados, tornando-os particularmente vulneráveis a necromantes e criaturas mortas-vivas.[37][38] Tamanha era a importância desse ideal que a cultura dos Alik'r evoluiu em torno disso. Entretanto, em anos futuros muitos perceberam que exceções deveriam ser feitas.[39] Um exemplo é o Ash'abah, uma tribo de Rubraguardas fez seu dever purificar mausoléus e destruir os mortos-vivos onde quer que possam ser encontrados. Como um resultado, eles foram segregados da sociedade Rubraguarda e são exilados a viveram como nômades nas áreas residuais. Contudo, sua existência é tolerada devido à necessidade de seu papel. Entre suas outras tradições, membros da tribo Ash'abah viajam até o Trono de Tu'whacca anualmente para realizar o Rito do Descanso Real de 36 horas, que dizem selar os monarcas falecidos em suas tumbas e manter seus espíritos felizes.[12] Outras formas de proteção contra necromancia foi a criação das Sentinelas Ansei. Essas antigas relíquias foram forjadas como parte de um pacto com Tu'whacca para garantir que os mortos consagrados não poderiam ser erguidos nem pela mais poderosa necromancia.[34]

Rubraguardas passaram a venerar deuses diferentes, com os Coroas ficando com a maior parte do antigo panteão Yokudano, enquanto as crenças dos Predecessores evoluíram para incluírem muitas influencias Imperiais. Muitos dos Coroas são membros de tribos nômades que viajam pelo Alik'r e, embora eles aderem às crenças tradicionais Yokudanas, eles também desenvolveram um profundo apego espiritual a sua terra adotada. Eles veneram divindades e espíritos de todos os tipos, de Pixies (ou fadas) à Satakal, o Cosmocouro, o deus de tudo (um tipo de fusão de Anu e Padomay que possui similaridades com o malevolente deus Nórdico Alduin).[2][40][41][42] Ocasionalmente, Satakal irá destruir tudo e começar novamente, e os espíritos que conseguem achar um modo de sobreviver são aqueles que podem se mover em "ângulos estranhos" para passarem entre um mundo e o próximo, e assim surge o panteão dos deuses Rubraguardas.[43]

O panteão Coroa inclui Satakal e o chefe Ruptga, ou Tall Papa, o primeiro a sobreviver a destruição de Satakal. Eles também veneram Zeht (Deus Yokudanos das Fazendas), a esposa favorita de Tall Papa Morwha, Tava (considerada o equivalente a Kynareth), Onsi (um deus da guerra), e Diagna. Tu'whacca era o deus de "Ninguém Realmente Se Importa" antes da criação do mundo, quando ele passou a ser o zelador e protetor das almas (similar a Arkay).[44]

O sistema de crença Predecessor inclui muitos dos Nove Divinos reconhecidos por outras culturas: Akatosh, Julianos, Dibella e Stendarr. Entretanto, não é claro se eles possuem o mesmo entendimento dessas deidades que os outros, pois eles geralmente usam o nome de um dos Divinos quando se referindo a uma divindade Yokudana. Como exemplo, eles continuam a venerar a Deusa Pássaro Tava, uma favorita entre muitos navegadores Rubraguardas, mas eles passam a chama-la Kynareth. Similarmente, eles se referem a Tu'whacca como Arkay, Zeht como Zenithar e a deusa da fertilidade de quatro braços Morwha como Mara.[44][45]

Há muitas outras divindades com significantes cultos Rubraguardas entre ambos Coroas e Predecessores.Leki, a Santa Espírito da Espada e filha de Tall Papa, é creditada em ter ajudado os Yokudanos antes em sua guerra contra os Elfos Canhotos na Era Mítica. O HoonDing, o Deus do Caminho, é o espírito Yokudano da perseverança sobre infiéis, e dizem que se materializou quando os Rubraguardas precisavam "abrir caminho" para seu povo. Eles acreditam que esse espírito apareceu duas vezes durante a invasão Ra Gada.[44]

Há também o "Rei da Horda" Malooc, um inimigo dos Ra Gada que liderou os goblins contra eles na Primeira Era.[44] E finalmente, Sep, que acreditam ser a variação Yokudana de Lorkhan. Sep foi um deus mercador "louco" que convenceu os outros a criarem o mundo mortal para que os espíritos sobrevivessem facilmente ao massacre de Satakal. Exceto que não tornou mais fácil; ao invés disso, o plano mortal agiu como uma armadilha que fez a apoteose ainda mais difícil.[42] Dessa forma, a visão Rubraguarda da criação tem mais em comum com a tradição Élfica do que com a de outros humanos, que veem o plano mortal como uma bênção.[43]

A tribo de Cavaleiros de Pedralta tem crenças religiosas substancialmente diferentes que seus irmãos. Eles veneram um espírito divino animista que chamam de Mãe da Manada. Sua tradição diz que eles deixaram Yokuda para adorar livremente essa divindade equina.[7]

As Margens Distantes

As Margens Distantes são a pós vida buscada pelos Rubraguardas. De acordo com o mito Yokudan, Satakal, o serpentino Deus de Tudo, devora a si mesmo várias vezes, periodicamente consumindo toda a criação. Ao "mover-se em ângulos estranhos" para passar entre os "cosmocouros", um processo conhecido como Caminhada, os mais fortes dos espíritos aprendem a ultrapassar esse ciclo de destruição. Graças à orientação de Ruptga, muitos espíritos fracos conseguiram achar seu caminho também, e a prática se tornou tão fácil que se tornou um lugar— as Margens Distantes. Aqui, os espíritos poderiam esperar em segurança até que Satakal passasse e uma nova pela emergisse.[43]

Frandar Hunding, um Chantre-Espadachim, Príncipe-Guerreiro, e pioneiro de Martelfell

Livro dos Ciclos

Treine seu oponente a dar a resposta errada.O Livro dos Ciclos, Loredas Maxims

O Livro dos Ciclos foi escrito por Frandar Hunding, um líder espiritual dos Rubraguardas, para passar seus conhecimentos. Quando ele tinha trinta anos (por volta de 1E 750), ele retirou-se para uma caverna e começou a escrever o que se tornaria o Livro dos Ciclos.[6] Para Rubraguardas, isso é uma grande parte de sua cultura e vida cotidiana.[5][46][47] A sua leitura foi abandonada algum tempo no fim da Primeira Era até Hallin, o único Ansei da época, trouxe de volta os "modos antigos" e disse a cada guerreiro para ler o livro.[11] O povo de Alik'r celebra o "Dirij Tereur" cada ano no dia 5 de Geada, um feriado em honra à Frandar Hunding, e festividades incluem a leitura do livro.[48]

Cada lar de Martelfell possui um nicho próximo à sua lareira, grande o suficiente para segurar uma cópia do Livro de Ciclos em honra à Hunding.[5][46] O livro ainda é considerado como um tratado sobre maestria da lâmina e até especialistas em outras áreas se referem a ele. É dito que ele inclui "trinta e oito punhos, setecentas e cinquenta posições ofensivas, mil e oitocentas posições defensivas e quase nove mil movimentos essenciais para a maestria da espada".[49] Embora eles utilizem muitos outros tipos de armas, a espada de um Rubraguarda é considerada uma extensão de sua alma e um símbolo de honra, e sua maestria em forjar uma espada é incomparável.[12]

Galeria

Aparições

Notas

  • ^  Há algumas referências a uma segunda "Onda Guerreira" Yokudana passando por Martelfell,[50] embora detalhes não sejam claros.

Ver Também

Livros

Referências

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